04/01/2021
O que é?
O teste de sensibilidade cutânea também chamado de “Prick Test” é um exame médico usado para o diagnóstico de alergias. Durante o exame a pele é exposta a alergénios suspeitos (substâncias de origem natural, ambiental, ou alimentar que podem induzir uma reacção alérgica) e depois observada para sinais de reação alérgica. São amplamente usados no diagnóstico de várias doenças alérgicas, entre as quais asma, rinite alérgica, dermatite.
Como se realiza?
O teste é realizado na região do antebraço (a parte que não costuma ter pelo), onde são colocadas gotas de alergénios suspeitos, é feita uma pequena picada na pele sob cada gota de alergénio e aguarda-se cerca de 20 minutos para observar a reação. Em caso de alergia, forma-se uma pápula avermelhada na pele e é feita a leitura do diâmetro da elevação da pápula.
É um teste de leitura rápida, em que geralmente o resultado sai no mesmo dia.
Quanto tempo demora?
A sua execução demora em média 20 a 30 minutos.
Qual a preparação?
Para a realização destes testes pode interferir a toma de alguns medicamentos de entre os quais se destaca a maior evidência dos anti-histamínicos que deve interromper a toma de pelo menos 5 dias antes do exame, uma vez que impede o paciente de reagir à substância a que é alérgico.
Além disso os corticosteróides orais e cutâneos, também podem interferir com os resultados ou o uso dos antidepressivos e beta-bloqueadores, aconselhe-se com o seu médico sobre a toma destes últimos.
Em casos mais raros a presença de lesões de pele extensas (como por exemplo a dermatite atópica) ou dermografismo (um tipo de alergia de pele) pode também inviabializar o teste.
Riscos e Complicações?
Atendendo a que a exposição do alergénio é muito pequena, é extremamente improvável a ocorrência de uma reacção alérgica grave.
Durante algumas horas, o paciente pode apresentar alguma vermelhidão ou comichão nas áreas testadas, semelhante à picada de um mosquito.
O paciente deve comunicar se alguma vez teve uma reacção alérgica grave a um teste para as alergias.
Artigo de: Dra. Teresa Chivinda, Médica Pneumologista